Certificação de lâmpadas de LED: entenda tudo

A certificação de lâmpadas de LED com dispositivos integrados à base tem como principal objetivo atestar que as lâmpadas de LED são seguras, possuem eficiência energética e compatibilidade eletromagnética, além de contribuir na padronização dos equipamentos disponibilizados no mercado, certificar que o aparelho não causa interferência na rede elétrica, e garantir que não terá nenhum risco de superaquecimento. A certificação é obrigatória, já que visa garantir a segurança dos consumidores, além de afirmar que o produto é de confiança e de qualidade.

Regulamentadas pelo Inmetro, por meio da portaria 144/2015, as lâmpadas de LED devem ser certificadas, atendendo aos requisitos normativos definidos nessa portaria, com foco no de desempenho energético, na compatibilidade eletromagnética e principalmente na segurança elétrica. A certificação de lâmpadas de LED passou a ser compulsória, ou seja, obrigatória, em fevereiro de 2016.

 

Quando a Certificação de Lâmpadas de LED passou a ser obrigatória? 

A partir de 13/02/2016, as lâmpadas LED devem ser fabricadas e importadas, somente em conformidade com os Requisitos aprovados e devidamente registradas no Inmetro.

A partir de 13/10/2016, as lâmpadas LED devem ser comercializadas no mercado nacional, por fabricantes e importadores, somente em conformidade com os Requisitos ora aprovados e devidamente registradas no Inmetro.

A partir de 13/07/2017, as lâmpadas LED devem ser comercializadas por atacadistas e varejistas no mercado nacional somente em conformidade com os Requisitos ora aprovados e devidamente registradas no Inmetro.

A partir de 13/01/2018, as lâmpadas LED devem ser comercializadas por atacadistas e varejistas, cadastrados como Micro e Pequenas Empresas – MPE, no mercado nacional somente em conformidade com os Requisitos ora aprovados e devidamente registradas no Inmetro.

 

Lâmpadas de LED

A lâmpada LED (Light Emitting Diodes) é um componente eletrônico que gera luz com baixo consumo de energia elétrica. Ela é mais econômica porque sua eficiência luminosa é maior do que as das outras lâmpadas. Ou seja, gasta menos energia para gerar a mesma iluminação.

As LED podem durar, dependendo do modelo, pelo menos vinte e cinco vezes mais do que as lâmpadas incandescentes e quatro vezes mais do que as fluorescentes compactas. Além disso, as lâmpadas LED geram menor risco para a saúde dos consumidores e para o meio ambiente, pois não contém mercúrio na sua composição, como é o caso das fluorescentes compactas. Elas podem, inclusive, ser descartadas em lixo comum.

 

Como é a Certificação de lâmpadas de LED?

Para que a certificação seja concedida é preciso que o produto passe por algumas fases, como por exemplo, a aprovação nos ensaios, que são testes realizados na lâmpada de LED.

Funciona assim:

 

QUAIS LÂMPADAS DE LED PRECISAM DE CERTIFICAÇÃO?

A certificação em Lâmpadas de LED é necessária para as lâmpadas que sejam com dispositivo de controle integrado à base ou corpo constituindo uma peça única, não destacável, sendo destinadas para operação em rede de distribuição de corrente alternada de 60 Hz, para tensões nominais de 127 V e/ou 220 V, ou faixas de tensão que englobem as mesmas ou em corrente contínua (DC ou CC), com proteção contra surto, tensão de alimentação até 250 V, previstas para uso doméstico e similar, tendo:

  • Potência nominal até 60 W;
  • Tensão nominal maior que 50 V e até 250 V (CA) com bases da lâmpada de acordo com ABNT NBR IEC 62560:2013 (B15d, B22d, E11, E12, E14, E17, E27, G5, G9, G13, GU10, GZ10);
  • Tensão nominal até 50 V (CC ou CA) com bases G4, GU4, GY4, GX5.3, GU5.3, G6.35, GY6.35, G53, GU7, G5, G5.3 e G13;
  • Lâmpada LED tubular, também conhecida como tubo LED, com o dispositivo de controle incorporado, que substituem as lâmpadas fluorescentes tubulares de dimensões de acordo com NBR IEC 60081 e base G5, G13 ou R17DC.

 

QUAIS LÂMPADAS DE LED NÃO PRECISAM DE CERTIFICAÇÃO?

 

A certificação de LED não é necessária para:

  • Lâmpadas com LED coloridos, com lentes coloridas, que emitem luz colorida;
  • RBG, que possuem invólucro coloridos e decorativas, e emitem luz colorida;
  • Lâmpadas de LED com dispositivo de controle que produzam intencionalmente luz colorida;
  • OLED (Organic Light Emitting Diode).

Depois de ter seus produtos certificados, será necessário utilizar o selo do Inmetro nas embalagens, além de fazer auditoria de manutenção quando seu certificado atingir o prazo de validade.

 

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